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O que se nota, desde o início do governo Temer, é a queda mais acentuada da participação das instituições públicas nos financiamentos






O que se nota, desde o início do governo Temer, é a queda mais acentuada da participação das instituições públicas nos financiamentos

Por Vitor França 18 de Janeiro de 2018 às 08:15
| Economista, é professor universitário e consultor da Boanerges & Cia., especializada em varejo financeiro

Ainda no primeiro mandato de FHC (1995-1998), a maior parcela do crédito no Brasil era originária de bancos públicos. A crise fiscal do período levou à privatização de bancos estaduais como o Banespa, por exemplo, adquirido pelo espanhol Santander.

Com isso, já a partir de agosto de 2000, os bancos privados passaram a responder pela maior parcela do saldo das operações de crédito do país, conforme é possível observar no gráfico abaixo.

A presença de bancos públicos no mercado brasileiro, contudo, manteve-se relevante, o que pode ser justificado por pelo menos três fatores:

*Existência de mercados incompletos, em que, por causa dos riscos elevados, a oferta privada tende a ser inferior à quantidade eficiente (agricultura, habitação, educação, infraestrutura, baixa renda e pequenos empresários, por exemplo);

*Tendência de concentração bancária decorrente da presença de economias de escala e barreiras à entrada associadas a aspectos regulatórios e preferências dos consumidores, por exemplo;

*Necessidade de adoção de políticas de crédito anticíclicas em momentos de crise econômica e maior aversão ao risco no setor privado.

Este último fator, por sinal, está por trás do forte crescimento da participação das instituições públicas no mercado de crédito brasileiro a partir do final da década passada.

Fonte: https://dcomercio.com.br